A partir de hoje, estarei fechada para uma grande reforma. Se eu não parar pra fazer isso agora, toda a minha estrutura pode desabar e machucar muita gente inocente, virar pó, entulho. Preciso rever minha composição, de onde extraí os recursos da minha construção, checar onde está cada matéria-prima que investi. Envolvimento é fundamental quando se é responsável por uma obra. Saber em que estado se encontra o solo, conhecer as capacidades, medidas, equipamentos necessários para tal produção.
Taí uma coisa que eu não gosto, superficialidade. E não sei por que, é o que mais tenho deixado transparecer por aqui ultimamente. Não me aprofundo, não pesquiso, não mergulho, não me lanço de cabeça em nada. Tô boiando num oceano de sentimentos e não sei aonde vou parar. Chego a sentir a imensidão embaixo de mim, mas tenho medo de morrer sem ar. Preciso remar contra essa maré de incerteza e desconfiança, e emergir em outro lugar, lavada, de corpo e alma. Por isso, eu venho comunicar o meu ligeiro-demorado-permanente sumiço daqui. Não sei quanto tempo pode durar, nem sei ao certo se volto...
(Monique Frebell)
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